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Crítica | Vingadores Guerra Infinita: que filme foi esse?

Crítica | Vingadores Guerra Infinita: que filme foi esse?
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O melhor jeito de comemorar 10 anos do impressionante universo cinematográfico da Marvel é Thanos, um dos maiores vilões dos quadrinhos, trazer o fim de tudo e obrigar a união de praticamente todos os heróis do MCU.

Apesar de toda a lógica anunciar que algo assim seria uma catástrofe, o filme funciona, diverte, emociona e surpreende, mas é melhor você evitar spoilers se quiser aproveitar a experiência por completo. Por isso, não espere encontrar segredos da trama nesta crítica. Para matar sua curiosidade, sim, Thanos já pode entrar para a lista dos melhores vilões do cinema. Certamente é o melhor do MCU, deixando Loki e Killmonger para trás. Era o mínimo que esperávamos, mas decepções do passado deixavam todos com pé atrás. O Titã Louco consegue ser amedrontador, divertido, sentimental e possui uma motivação muito bem explicada e apresentada.

Para quem conhece as HQs, diferente dos quadrinhos, não é o amor pela Morte que o leva em busca das Joias do Infinito. Não vou entrar em detalhes, mas, na minha opinião, a razão deste filme é até melhor.

Guerra Infinita cumpre as promessas da Marvel de encerrar arcos dos personagens que seguimos há uma década. Tony Stark a Steve Rogers, Viúva Negra, Thor e companhia evoluíram nesse tempo e cada detalhe é respeitado neste longa.

Suas personalidades foram preservadas, apesar da imensa quantidade de heróis, mesmo com uma história épica que se passa em múltiplos planetas e com arcos simultâneos. Ninguém é ignorado, por menor que seja seu papel na treta.

Diversos elementos do MCU são integrados de forma harmoniosa para completar uma trama muito maior. Vemos Thor em luto pelo que aconteceu em Asgard, as consequências da Guerra Civil e da abertura de Wakanda para o mundo, como os Guardiões continuam a ser heróis sem admitirem para si mesmos. Também está lá a necessidade de Bruce Banner saber o que aconteceu nos anos que passou como Gladiador e Tony Stark ainda está dividido entre ter uma vida normal e sua obsessão em proteger o planeta. Chega a ser incrível ver tudo isso em único filme.

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Só que é fato que se você assistiu poucos longas da Marvel ou conhece os Vingadores só por conversas de bar, já aviso: Guerra Infinita não funcionará tão bem para você. É o clímax de 10 anos de histórias e só diverte devido ao universo incrível criado a sua volta. Visto de forma independente, perde todo seu impacto. Ou seja, faça a lição de casa e garanta ter visto todos os longas antes de ir ao cinema!

Quando as mortes começam, é difícil não sentir a opressão de saber que o fim está chegando. O longa mantém bem a tensão e até surpreende.

Como prometido, o protagonista aqui é Thanos. O vilão bem interpretado por Josh Brolin comanda o arco mais importante da narrativa, a busca pelas Joias do Infinito. A decisão de colocar o antagonista no centro da trama foi crucial para o fácil entendimento.

Sem falar que é necessário ter a empatia dos espectadores em relação ao Titã e entender seus motivos ou nada faria sentido. Com isso, é até possível acreditar em sua dor a cada sacrifício pessoal para alcançar seu objetivo final.

Além disso, as interações entre personagens que amamos são muito boas. Doutor Estranho e Homem de Ferro têm uma interessante disputa de egos, o mesmo vale para Peter Quill. Gamora e Nebula têm bastante espaço, afinal são filhas do Titã Louco e ter uma noção de seu passado faz sentido na trama. Visão e Feiticeira têm um arco bastante emocionante. Em geral, os encontros dos personagens são naturais e bem explicados, com exceção de um momento forçado que não vou explicar qual é para não estragar a surpresa.

 

E curiosamente, Peter Dinklage, de Game of Thrones, também é introduzido nesse longa com um personagem ainda mantido em segredo, mas sua participação se torna memorável, apesar de curta.

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Guerra Infinita é ambicioso, clímax merecido após 10 anos. Como é impossível agradar a todos, já dá para prever muita gente saindo decepcionada do cinema, especialmente aqueles que não conhecem tão bem os detalhes do Universo Marvel. Isso, de forma alguma, deve ser visto como algo negativo, afinal uma das coisas que eu, como crítico, mais reclamo ultimamente é da falta de surpresas no cinema e TV.

Por isso, ter minhas expectativas dilaceradas em diversos momentos foi uma das coisas mais importantes para me fazer gostar dessa obra.

Apesar de algumas piadinhas fora de hora (pra variar) e da falta de tempo de explorar elementos que poderiam aprofundar a trama se tivéssemos menos heróis na tela, esse é um filme muito foda. Mas nem pense em ir ao cinema sem relembrar os eventos que levaram os Vingadores à Guerra Infinita.

TEM CONTINUAÇÃO?

Estamos falando da primeira parte de uma história dividida em duas, também um acerto que ajudou a dar a ela um ritmo legal e, ao mesmo tempo, gera uma experiência compartilhada das mais interessantes. Em uma sessão do dia de estreia, com a sala lotada, era palpável a tensão e o desconforto causado pelos momentos finais do longa. Ao saírem da sessão, uma das grandes perguntas feitas pelo fãs era sobre a data de lançamento da continuação.

Fonte:cineclick

 
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