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Escutas sobre venda ilegal de carnes citam apoio para eleições em Goiânia

Escutas sobre venda ilegal de carnes citam apoio para eleições em Goiânia.

O chefe do Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal em Goiás (Sipoa-GO), o médico veterinário Dinis Lourenço da Silva, investigado na Operação Carne Fraca, da Polícia Federal, foi flagrado em escutas telefônicas negociando a manutenção de um frigorífico da BRF em Mineiros, no sudoeste de Goiás, que tinha indicação de suspensão das atividades. Em troca do favor, segundo um representante da empresa, ele solicitou R$ 300 mil para a campanha de um partido nas eleições municipais de Goiânia. O veterinário está preso na sede da Polícia Federal em Goiânia. A unidade, segundo o Ministério da Agricultura, foi interditada.

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Após o acordo, ligações interceptadas entre Roney e o diretor da BRF André Luiz Baldissera, que também foi preso na ação da PF, apontam que Dinis solicitou “apoio” nas eleições municipais para garantir a permanência dele como chefe do Sipoa-GO. Em uma das conversas, Roney explica que o posto dele é conquistado com indicação política:

– André: O Dinis (ininteligível). O que é que ele pediu daquela vez?
– Roney: É, ele pediu.
– André: Para apoiar ele no quê, cara?
-Roney: Ele pediu para gente trezentos mil reais para ajudar o cara que mantém ele lá em Goiânia.

Roney reforçou, em uma ligação com um homem não identificado (HNI) pela Polícia Federal, o pedido de Dinis. Na ocasião, ele cita, inclusive, o nome do deputado federal Jovair Arantes (PTB).

– Roney: [explica o que Dinis disse] O que eu vou propor? Vamos suspender a certificação só do preparado e que eu vou dar um prazo para vocês se adequarem e eu vou fazer uma nova auditoria, para ver se deu certo.
– HNI: Tá bom, tá ótimo.
– Roney: Aí eu peguei e falei: Tá bom, se for isso, eu concordo também. Mas aí o que vai ser o pagamento, entendeu? Aí ele pegou: “Pois é, preciso do apoio de vocês, você sabe que a gente ali do Ministério é por indicação partidária e quem coloca nós aqui no Ministério, que mantém a gente no cargo, é o pessoal do PDT e o nosso deputado aqui, que trabalha junto, é o Jovair Arantes, e aí eu preciso do apoio de vocês na campanha eleitoral municipal”.

Na época, o PTB integrava a Coligação Renova Goiânia. Nela, o partido tinha como candidato a vice-prefeito o ex-comandante do Comando de Policiamento da Capital (CPC), Coronel Pacheco, que não teve o nome citado nas escutas.

A defesa de Dinis Silva informou que a suspeita contra ele é “carente de comprovação, precipitada e não se sustenta”. Ainda segundo os advogados, após o depoimento do fiscal, se houver ação penal, Dinis vai provar que é inocente.

 
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